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  • Em directo da redacção - Paris expõe "resistências visuais" das lutas de libertação
    A exposição "Resistência Visual Generalizada", de Catarina Boieiro e Raquel Schefer, mostra fotografias, vídeos e livros realizados junto dos movimentos de libertação dos anos 60 e 70 em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Cabo Verde. A mostra abriu ao público a 24 de Novembro e está patente até 15 de Janeiro no Instituto Nacional de História de Arte, em Paris. “Résistance Visuelle Généralisée — Livres de photographie et mouvements de libération (Angola, Mozambique, Guinée-Bissau, Cap-Vert)” é o nome da exposição inaugurada esta semana no Instituto Nacional de História de Arte, em Paris. Uma resistência política e cultural que remonta ao tempo das lutas de libertação que aspiravam tanto à descolonização política quanto à descolonização estética. Uma resistência que encontra ecos em obras que denunciam o racismo estrutural hoje em dia, como o filme “Eu não sou Pilatus” do guineense Welket Bungué. A mostra tem a curadoria de Catarina Boieiro e Raquel Schefer. “Um dos objectivos da exposição é criar uma cartografia das formas visuais e de formas visuais que assentam numa imbricação entre resistência política e resistência estética porque, na altura, se concebia a descolonização num sentido vasto. Ou seja, enquanto processo político e económico, mas também um processo de ordem cultural, estética, cognitiva. Teria de haver, segundo a visão daquele período, uma descolonização cultural, cognitiva, pedagógica”, explicou à RFI Raquel Schefer. A exposição acontece no âmbito de um projecto intitulado “Sismografia das lutas” que junta publicações anti-imperialistas de diferentes geografias. Catarina Boeiro e Raquel Schefer reuniram fotografias, vídeos e livros realizados no âmbito dos movimentos de libertação dos anos 60 e 70 em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Cabo Verde. Na altura, fotógrafos e cineastas, como Sarah Maldoror e Jean-Luc Godard, interessaram-se pelas lutas de libertação e tanto os livros, como a fotografia e o cinema eram vistos como armas para mobilizar apoio e internacionalizar lutas. Eram também meios para mostrar zonas libertadas do colonialismo português onde se experimentavam novas formas de organização económica, social e pedagógica. Foi o que descobriu e fotografou a italiana Augusta Conchiglia em Angola em 1968. “Na altura, a vontade era de participar e fazer conhecer uma situação que era muito pouco acessível ao público porque ninguém falava de Angola na altura. O nosso ponto de partida foi a relação de amizade com uma tradutora italiana de vários poetas no mundo e ela escolhia expressamente aqueles que sofriam a repressão dos regimes autoritários. Quando soube que havia um certo Agostinho Neto na prisão de Aljube, ela conseguiu ter os papéis para chegar lá e ter autorização de um grande editor italiano para ir recuperar os manuscritos que traduziu depois. As primeiras edições internacionais de Neto foram na Itália em 1963. Esta relação com ela fez-nos pensar que havia ali um tema interessante”, recorda Augusta Conchiglia à RFI. As imagens da guerra de libertação, desta vez na Guiné-Bissau, forjaram o olhar de uma criança que, anos e anos mais tarde, continua um caminho académico e artístico aberto pelas fotografias que o pai trouxe da Guiné. Daniel Barroca expõe uma peça que rodopia, escondendo e revelando ora um retrato de um menino, ora uma imagem de um cadáver. “De um lado, sou eu quando era criança. Do outro lado, é a fotografia de um supostamente guerrilheiro do PAIGC morto por soldados portugueses à pancada. Tem a ver com esse momento em que eu encontrei essa fotografia, quando era criança, em que vi aquela imagem pela primeira vez e nunca mais me esqueci e que marcou muito a minha vida, o meu percurso de vida, a minha relação com o meu pai. Foi uma fotografia que eu continuo a trabalhar basicamente e que marca, de uma forma brutal, a minha descoberta em criança do poder de uma imagem. Eu descubro o que é que é a violência da guerra e ao mesmo tempo descubro o que é uma imagem”, conta Daniel Barroca. A exposição “Résistance Visuelle Généralisée” vai ficar patente até 15 de Janeiro no Instituto Nacional de História de Arte em Paris.
    11/24/2021
    12:16
  • Em directo da redacção - Crise Bielorrússia/Polónia: "Estas pessoas estão entre o fogo de dois Estados"
    Mais de 2.000 migrantes vindos do Médio Oriente estão retidos há vários dias num acampamento improvisado na fronteira da Bielorrússia com a Polónia com o objectivo de entrarem em território europeu. A RFI falou com Maria Ferreira, professora de Relações Internacionais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade de Lisboa, para perceber os contornos desta crise migratória.
    11/13/2021
    6:48
  • Em directo da redacção - Comandos africanos “abandonados” por Portugal
    Militares que integraram três Companhias de Comandos Africanos do Exército Português na Guiné Bissau foram “abandonados” por Portugal. O correspondente da RFI em Lisboa falou com os jornalistas que levantaram o véu sobre o assunto. “Por ti, Portugal, eu juro!” é a reportagem que foi ao encontro dos sobreviventes, resgata a história e dá voz a estes militares. Aproximadamente 600 homens integraram o único batalhão de elite formado exclusivamente por militares negros no Exército Português, juraram fidelidade à bandeira portuguesa e combateram na Guerra do Ultramar. Uma guerra para onde Portugal recrutou 1,368 milhões de militares, sendo que 433 mil desses militares eram africanos nativos de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Contudo, com a independência, e apesar do compromisso assumido no Acordo de Argel em 1974, os militares do Batalhão de Comandos Africanos, que como portugueses ingressaram nas Forças Armadas Portuguesas, foram “traídos” pelo país que juraram defender. Abandonados, foram obrigados a fugir e a procurarem refúgio. Os que foram capturados por aqueles que lutaram pela independência, sofreram torturas e muitos foram fuzilados. Afinal, em oposição à versão da história que é ensinada nas escolas portuguesas, na Revolução dos Cravos houve muito sangue derramado, só que no continente africano. Quase 50 anos depois, a reportagem “Por ti, Portugal, eu juro!”, da revista digital Divergente, dá voz aos comandos africanos que sobreviveram. Estes militares portugueses ainda lutam mas já não é no campo de batalha. Agora, comandos e familiares prosseguem o combate pela nacionalidade portuguesa e pelos direitos que lhes continuam a ser negados. A RFI falou com os jornalistas Sofia da Palma Rodrigues e Diogo Cardoso, autores da reportagem “Por ti, Portugal, eu juro!”.
    10/29/2021
    13:58
  • Em directo da redacção - Atentados de Paris: Testemunhar é terapia para sobrevivente
    Sandrine é "uma sobrevivente" do atentado ao Bataclan a 13 de Novembro de 2015. Esta terça-feira, ela foi testemunhar no julgamento que decorre em Paris, numa tentativa de “fechar uma porta” e tentar ultrapassar o que viveu. Entre aquela noite e hoje o tempo "parou". Sandrine disse, em tribunal, que do Bataclan saiu “viva no meio dos mortos” mas, desde então, vive “morta no meio dos vivos”. Acompanhar o julgamento está, agora, a ajudá-la a sentir-se “menos sozinha” e a regressar à vida. Tem “42 anos desde 13 de Novembro de 2015, 48 no cartão de cidadão”. Foi assim que Sandrine, uma francesa com origens portuguesas, começou o seu testemunho no julgamento dos atentados. Apresentou-se como “uma vítima directa do Bataclan, uma sobrevivente”. Entre aquela noite e hoje o tempo parou para ela. Desde então, "parou de se mexer" como "parou de se mexer" no Bataclan para não levar com as balas. Entre 13 de Novembro de 2015 e o dia do seu testemunho em tribunal é como se mais não tivesse feito que esperar. Esperar até que as palavras ditas no julgamento possam "fechar uma porta" e uma nova vida possa também começar. Sandrine explica que do Bataclan saiu “viva no meio dos mortos” mas desde então vive “morta no meio dos vivos”. “Para mim, a música, os concertos eram a vida, nunca esperava que esta zona de concertos, que para mim sempre foi uma zona de vida, poderia ser uma zona de morte (…) A vida foi embora, o que eu era foi embora, já não existe. Saí dessa sala viva no meio dos mortos e desde então tenho a impressão de estar morta no meio dos vivos”, contou à RFI, antes de entrar no tribunal. O julgamento é, no entanto, como uma terapia. Vestiu a mesma roupa e as mesmas botas que tinha para o concerto dos Eagles of Death Metal: a mesma t-shirt preta, as calças de ganga e uma das botas colada à frente para remendar o buraco que uma bala fez. Quanto aos remendos mais profundos, só se cosem com “milagres” e ela sabe que também é um “milagre” entre centenas de “milagres” que poderiam ter morrido nessa noite. É isso que a ajuda a colocar de lado o sentimento de culpa por ter sobrevivido. Esta terça-feira, depois da audiência, vai a um concerto de Nick Cave para celebrar a música, a vida e os “milagres”. “Sentia-me mesmo sozinha durante os seis anos. Tinha mesmo a impressão de estar verdadeiramente sozinha e ouvir os testemunhos das outras vítimas deu-me a impressão de que não estou sozinha. Eles estão comigo, viveram a mesma coisa e estamos juntos e não tenho que me sentir culpada por estar viva, como muitos deles estavam a sentir-se. Mesmo se 131 pessoas morreram nesse dia, o que eu fiquei a pensar é que foi um milagre, muitos milagres nessa noite. Porque poderia haver mais de 1300 mortos nessa noite e, para mim, houve mais milagres do que mortos. Mesmo que 131 vítimas seja muito, sinto-me menos sozinha porque não sou o único milagre dessa noite e não me sinto tão culpada hoje por causa disso." Sandrine decidiu ir depor no julgamento “para tentar reconstruir alguma coisa” e não tanto por aguardar uma qualquer sentença. “Quando começou o processo, é como se tivesse passado do concerto até aqui. Como se o tempo tivesse parado (…) Testemunhar é mesmo por mim. Quero fechar uma porta que ficou muito tempo aberta na minha cabeça, que me fez muito mal, e testemunhar é poder começar outra coisa e esquecer o que se passou.” “Para mim, já ganhei com este processo”, conclui, admitindo que o julgamento está a funcionar como uma terapia. Apesar da esperança, Sandrine teme que novos atentados aconteçam e diz não ter "a impressão que o governo faça o necessário" para o evitar.
    10/12/2021
    9:48
  • Em directo da redacção - Álvaro Taruma lança "Animais do Ocaso" em Portugal
    "Animais do Ocaso" é o mais recente livro do galardoado Álvaro Fausto Taruma e tem a chancela da Editora Exclamação.O poeta moçambicano, que foi galardoado com o prémio BCI de Literatura edição de 2019 e em 2010 foi nomeado um dos escritores do ano pelo Circulo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD), marcou presença na Feira do Livro de Lisboa e na feira do Livro do Porto para apresentar "Animais do Ocaso", lançado na colecção Afrikana. A RFI aproveitou a presença do autor em Portugal para falar com Álvaro Taruma e com o responsável pela colecção Afrikana, o jornalista, escritor, crítico literário e prefaciador de "Animais de Ocaso" António Cabrita.
    9/16/2021
    12:00

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