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  • Alemães fogem de restrições sanitárias e criam condomínios antivacina na Bulgária
    Pode parecer uma anedota, mas não é. Grupos de alemães insatisfeitos com o rigor progressivo das medidas sanitárias estão deixando o país e se refugiando na Bulgária, sobretudo às margens do Mar Negro, para escapar das restrições. Flávio Aguiar, de Berlim Segundo uma reportagem publicada na revista Der Spiegel, o principal grupo deste movimento se estabeleceu em um prédio na cidade de Aheloy, na Bulgária. Esse pequeno balneário praiano e centro turístico desde os tempos do regime comunista, foi oficialmente abolido a partir da débâcle da União Soviética no começo dos anos 90 do século passado. Os militantes se estabeleceu num condomínio que leva o nome da cidade com um sotaque francês - Château Aheloy. Seu líder, Dirk Gelbrecht, criou um grupo da plataforma Telegram, o “Imigrantes Alemães na Bulgária”, que já conta com 2.500 membros. No condomínio - com acesso controlado, portão de ferro e vigias próprios - vivem cerca de 60 pessoas, e o plano é chegar a 100. Com o apoio do proprietário, Stanko Gyurov, Gelbrecht pretende instalar ali uma segunda piscina, uma rede própria de lojas e o tradicional “Bier Garten” alemão - um grande bar ao ar livre onde se toma preferencialmente cerveja. Há uma segunda comunidade deste tipo na cidade de Varna, mais ao norte da Bulgária, também às margens do Mar Negro, instalada no condomínio de nome “South Bay”, assim, em inglês. Por que o Mar Negro? Pela excelência do clima considerado ameno diante do rigoroso inverno alemão. Por que a Bulgária? Para fugir do repudiado rigor das medidas sanitárias alemãs. O povo que busca esse tipo de refúgio detesta vacinas, abomina o uso de máscaras, abriga e divulga toda a gama de teorias conspiratórias sobre a pandemia, a quem chamam pejorativamente “plandemia”, por verem nela apenas uma retórica encobrindo um plano para dominar o mundo por parte de grandes corporações. O que é que a Bulgária tem?  A Bulgária tem a menor taxa de vacinação da Europa: apenas 30% da população está imunizada. Embora a posição oficial do governo seja pelo uso de máscaras em lojas e outros locais públicos fechados, e os grandes supermercados sigam a norma, ela não é respeitada nos pequenos comércios, em bares ou restaurantes. Para quem detesta as medidas sanitárias, a Bulgária equivale a um pequeno paraíso. Registre-se também que, para quem vem da Alemanha, a Bulgária apresenta preços de compra ou aluguel de imóveis extremamente atraentes. Em Aheloy pode-se alugar um apartamento por menos de € 250 mensais, um preço inimaginável nas cidades alemãs, para não falar nas francesas, inglesas, italianas e outras. A linguagem de Gelbrecht, do Château, lembra a de Donald Trump e de outros líderes da extrema direita: “O desonesto e hipócrita sistema político e midiático alemão deve ser destruído”, declarou ele ao Der Spiegel.  O gesto extremo deste grupos de alemães espelha a nova fase do que se pode chamar de “a guerra das vacinas” no continente europeu. Pouco a pouco, mas a passos decididos, vários governos vêm endurecendo as medidas coercitivas contra os que se recusam a ser vacinados. Na França, a Câmara de Deputados aprovou uma lei que agora vai ao Senado, que na prática proíbe o acesso a um sem número de locais públicos por parte de quem não seja imunizado. A medida está em discussão na Alemanha e em outros países - como na Áustria, Itália, Espanha, Portugal, Reino Unido - a pressão é grande sobre quem recusa a vacinação. Protestos em vários países Neste começo de ano registraram-se enormes manifestações de protesto em diversas cidades francesas, também na Áustria, Itália e Alemanha. Em Berlim, o protesto assumiu a forma de uma carreata, acompanhada por bicicletas e motos, aproveitando alguns dias de temperatura mais amena. A principal alegação para tal endurecimento é a de que os hospitais estão lotados sobretudo por não-vacinados e isto vem prejudicando também pessoas que precisam de outros tratamentos. Há relatos pungentes de esgotamento por parte de profissionais da saúde; crescem os números de demissões e aposentadorias no setor. Sistemas de vacinação e de coleta de dados vêm entrando em colapso por falta de trabalhadores, atingidos pela Covid-19 e suas novas cepas, especialmente a ômicron, de propagação mais rápida. Há um sentimento generalizado de confusão e medo diante do que possa vir a acontecer. Por sua vez, os partidos de extrema direita vem procurando capitalizar o sentimento antivacina e contrário às medidas sanitárias, acusadas de comprometer a “liberdade de escolha” por parte dos cidadãos. Esgrimem-se termos exagerados como “novo holocausto” e “apartheid” para caracterizar o que veem como uma “discriminação odiosa” contra aqueles que recusam a vacina. Esta tendência assume proporções dramáticas na França, com eleições presidenciais marcadas para abril, mas ela está presente em toda a Europa.  Os defensores da vacinação acusam os negacionistas de falta de solidariedade e de pretenderem viver num mundo paralelo. No que toca aos alemães que estão se refugiando na Bulgária, realmente há uma busca de construção de um mundo paralelo nos condomínios fechados onde, pelo visto, pretendem passar o resto dos seus dias.
    1/10/2022
    6:29
  • Crise com a China, Irã, Covid e eleições legislativas: veja os grandes desafios de Biden para 2022
    O governo norte-americano entra no novo ano tendo pela frente os problemas que ficaram de 2021, além de novos desafios evidentes e graves para 2022. Mais uma vez, a pandemia que parecia estar sob controle ressurge: a variante ômicron voltou a lotar hospitais, devido à importante parcela da população norte-americana não vacinada, e coloca a economia em risco, provocando um tsunami de incertezas. Thiago de Aragão, analista político O ano promete não ser fácil para o presidente norte-americano. Em novembro, os EUA viverão suas eleições legislativas. O presidente corre um risco real de perder sua maioria no Senado e, assim, ter seu governo enfraquecido. Além dos problemas domésticos, o governo norte-americano vive um momento de instabilidade internacional como há muito não se via. A crise entre Rússia e Ucrânia se intensifica quase que diariamente. O anúncio nesse fim de semana de que a Finlândia cogita avançar suas negociações para ingressar na OTAN, fez com que o governo do presidente Vladimir Putin afirmasse que uma adesão da Finlândia (e Suécia) obrigaria a Rússia a tomar ações “políticas e militares”. Essa crise na Europa coloca uma enorme pressão nos EUA para que os aliados da Otan adotem um posicionamento uníssono capaz de solucionar a crise no Leste da Europa de uma forma diplomática que não envolva um trágico conflito militar. Nesse último fim de semana, o presidente Biden comunicou ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que em caso de um ataque russo, a resposta norte-americana seria “decisiva”. A compreensão de um lado tende a ser bem diferente do que é expresso pelo outro: “decisivo”, certamente não envolveria engajamento militar dos Estados Unidos, mas sim, sanções. Crise com a China Um outro tema não tão imediato, mas potencialmente mais perigoso e impactante, é a crise no Mar do Sul da China e o risco de invasão chinesa a Taiwan. Por mais que uma invasão dificilmente ocorra em 2022, o aumento das tensões vem se sustentando continuamente nos últimos anos. A ampliação da presença militar chinesa na região é grande o suficiente para indicar que uma ação contundente está sendo planejada cada vez mais detalhadamente por Pequim. Já os EUA respondem na mesma moeda, aumentando sua presença naval e invocando aliados por meio do QUAD (grupo formado por Estados Unidos, Índia, Austrália e Japão) e do AUKUS (aliança entre Austrália, Reino Unido e Estados Unidos) para que estejam prontos para qualquer tipo de colaboração necessária. A crise no Mar do Sul da China é um dos pontos mais críticos da política externa norte-americana, mas não a única nos desafios envolvendo as duas potências em 2022. Existem vários capítulos dentro dessa tensão entre os países, envolvendo uma corrida tecnológica sem precedentes e disputa por influência política, econômica e comercial em diversos pontos do mundo. A crise iraniana Como grandes crises não chegam sozinhas, o Irã volta à cena como um ponto de alto risco para a política externa norte-americana. A saída dos EUA do JCPOA (acordo entre o P5+1 e o Irã para negociações de controle do programa nuclear iraniano) durante a administração Trump foi uma das piores decisões de política externa tomadas por um governo norte-americano nos últimos anos. Graças à implosão dessa negociação, o Irã não só multiplicou a quantidade de urânio enriquecido, como se aproximou da China e selou acordos de financiamento e exportação de petróleo que garantiram um enorme fôlego ao governo de Teerã. A decisão esdrúxula de Trump ainda não foi corrigida por Biden, fazendo com que o Irã ganhe, a cada dia, mais estatura para negociar seu programa nuclear quando (e se) voltarem à mesa de negociações. Mais problemas que soluções O mundo ainda passa por crises agressivas na Venezuela, guerra civil na Etiópia, crise humanitária em Mianmar, guerra sem fim no Iêmen, Talibã no Afeganistão etc. Se tudo isso traz uma dificuldade enorme para a política externa norte-americana em momentos onde sua política doméstica anda em ordem, quem dirá agora, quando a polarização e falta de unidade interna puxam, naturalmente, a atenção da Casa Branca para dentro? O novo ano verá ainda, infelizmente, o surgimento de mais problemas do que soluções. As duas grandes superpotências da atualidade, EUA e China vivem um “front” duplo de instabilidade interna e externa. Isso, geralmente, faz com que decisões emotivas ganhem força em relação a decisões racionais. O perigo mora justamente aí.
    1/3/2022
    5:26
  • Combate à Covid, crise de migrantes e conflitos geopolíticos marcaram a Europa em 2021
    2021 foi o ano em que a pandemia anunciou que veio pra ficar. No fim de 2020 se dizia: evitemos grandes festas neste Natal para podermos festejar o do ano que vem. Pois o ano que vem veio e tudo se complicou de novo: embora identificada primeiro na África do Sul, a nova variante ômicron colocou de novo a Europa no olho do furacão. Flavio Aguiar, de Berlim E mostrou também  que ainda há muita desorganização e falta de sinergia entre as cidades de cada província, as províncias de cada país, e entre os países do continente. Do Oceano Atlântico aos monte Urais, do Círculo Polar ao Mar Mediterrâneo, a situação é considerada assustadora. Por falar em Mediterrâneo, as tragédias dos barcos que nele afundam e das pessoas que se afogam continuaram ao longo deste ano. Mas a questão dos refugiados ganhou novo e dramático contorno com a crise na fronteira entre a Polônia e a Belarus, que mobilizou ameaças e troca de farpas envolvendo, além destes dois países e as vizinhas Lituânia e Letônia, a Rússia e a União Europeia. O conflito entre os dois países foi mais amortecido do que solucionado. Como é costume, o lado mais vulnerável - o dos refugiados - foi o que sofreu mais. Detidos na fronteira por meses a fio, sofreram frio, fome, falta de medicamentos e vários deles morreram em consequência das privações. A Rússia foi e é protagonista de duas outras crises de grande porte. A primeira foi a detenção e perseguição judicial ao dissidente Alexei Navalny, que sofreu um envenenamento em 2020, tratou-se na Alemanha, e em 2021 voltou à Rússia, onde foi detido. Paralelamente, a Belarus protagonizou outra crise por prisão de um dissidente. Um avião da RyanAir que seguia da Grécia para a Lituânia foi desviado pela Força Aérea bielorrussa e forçado a pousar em Minsk para que o dissidente e sua namorada fossem presos, o que provocou pesadas sanções contra o país por parte da União Europeia. Tensão Rússia e Ucrânia A segunda crise, das mais graves, foi o aumento da tensão política entre a Rússia e a Ucrânia, envolvendo os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN. A Rússia concentrou tropas na fronteira com a Ucrânia e a OTAN, junto com Estados Unidos e também a União Europeia vem manifestando a preocupação de que isto possa levar a uma agressão militar. O  governo russo diz que a concentração das tropas tem caráter defensivo diante da ameaça, por parte da OTAN, de instalar tropas e mísseis em território ucraniano, coisa que Moscou considera inaceitável. Logo depois do Natal o governo russo anunciou a retirada de 10 mil soldados da fronteira, e há esperança de que em janeiro comece a tentativa de uma solução diplomática para a crise, esforço em que a União Europeia poderia tomar parte. Mas o risco de um confronto armado não está descartado. Social-democracia x extrema direita A União Europeia foi palco de uma progressão política em pinça. De um lado, 2021 foi marcado pelo renascimento da social-democracia europeia de suas próprias cinzas. Partidos social-democratas ou semelhantes se firmaram como a opção preferencial nos países nórdicos e na Península Ibérica. O feito mais notável desta tendência foi a vitória do SPD alemão, que de coadjuvante no passado governo liderado por Ângela Merkel passou a protagonista do novo governo, dividindo seu espaço com os Verdes e o Partido Democrático Liberal (FDP), de centro-direita. Olaf Scholz, o novo chanceler, pretende continuar a tradição de Merkel, que deixou a cena política, mantendo a Alemanha como o fio de prumo e fiel da balança da União Europeia e reconduzindo esta a uma posição de liderança na geopolítica mundial. Na outra “haste da pinça”, digamos assim, está o avanço de partidos políticos e movimentos de extrema direita no continente. Este crescimento chega a pôr em risco o governo francês de Emmanuel Macron, que enfrentará eleições em abril, ameaçado também pelo partido da direita tradicional, Os Republicanos, liderado agora por Christian Jacob e que terá Valérie Pécresse como candidata ao Palácio do Eliseu.  Os movimentos da direita mais radical vem tentando capitalizar, em vários países, o descontentamento com  o rigor das medidas sanitárias contra a pandemia, ao lado de seus temas tradicionais, como o xenofobia, a islamofobia e até mesmo o antissemitismo, que não desapareceu. Um novo elemento a engrossar esta política de fobias foi impulsionado no continente pela presença de refugiados do Afeganistão, forçados a deixar este país depois da debacle catastrófica do Exército Norte-americano e de seus aliados.   Inflação e crise ambiental Dois outros problemas que assolaram e assolam a Europa são a crise inflacionária e a urgência de combater o aquecimento global. A inflação vem crescendo dramaticamente em vários países, puxada pelo aumento exponencial do custo da energia em quase todo o continente, despontando aí a dependência continental em relação ao fornecimento do gás russo, cujos gasodutos atravessam a Ucrânia e o Mar Báltico, ao norte. A duplicação do gasoduto que liga a Rússia diretamente à Alemanha está quase pronta, adicionando um componente também salgado à crise entre Moscou e Kiev, que teme perder parte de sua renda derivada do pedágio que o país recebe pela travessia do gás. O problema da matriz energética está diretamente vinculado ao do aquecimento global. A conferência sobre o clima, realizada em Glasgow, no Reino Unido, se marcou o retorno dos Estados Unidos a esta arena, depois dos anos do governo Trump, deixou a desejar, segundo muitos especialistas no plano das resoluções práticas, marcada por muita retórica e poucas decisões concretas. Neste quesito, não podemos deixar de registrar o catastrófico declínio do prestígio do governo brasileiro junto a diversos países da União Europeia, que vêm com crescente desconfiança a falta de medidas efetivas de proteção à Floresta Amazônica. Desafios da UE em 2022 Por fim, last but not least, cabe registrar o desafio que a União Europeia irá enfrentar em 2022, a saber, o de como agir diante da intensificação do conflito, por ora diplomático, econômico e político entre os Estados Unidos e a China. O conflito trouxe um problema extra para o continente, com a indignação francesa diante do que considerou uma gesto traiçoeiro por parte dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Austrália, referente à construção de submarinos para este país, cancelando o contrato prévio que existia entre Canberra e Paris. O conflito, que ainda não se encerrou, prova, mais uma vez, que no cenário geopolítico não há princípios nem amizades eternas, somente interesses em jogo.
    12/27/2021
    7:40
  • EUA terão dificuldade em conter avanço russo na Ucrânia sem reação forte da UE
    A velocidade da evolução na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia complica a análise da situação. Atualmente, aproximadamente 100 mil tropas russas estão posicionadas na fronteira com a Ucrânia. A expectativa de Washington, mais precisamente do Pentágono e da Casa Branca, é de que 175 mil tropas deverão estar a postos até o fim de janeiro.  Thiago de Aragão, de Washington A concretização dessa expectativa de invasão até o final de janeiro ainda depende de alguns fatores que são observados por Washington. Os americanos acreditam que ainda faltam elementos críticos para que a Rússia dê o passo inicial em direção ao território ucraniano. Há necessidades, de acordo com dados coletados pelos serviços de inteligência (principalmente via satélite), de que os russos precisam turbinar a chegada de equipamentos que facilitem o transporte na neve, a gestão de munições e logística de bancos de sangue. Há quem diga que a capacidade de instalação de hospitais de campanha ainda está aquém do necessário. Naturalmente, toda a expectativa se baseia no “ideal” e não no básico. A ausência desses elementos não representa, de forma alguma, a impossibilidade de que uma invasão ocorra imediatamente. Alguns especialistas argumentam que um passo inicial de invasão pode ser dado sem esses elementos. Em relação a bancos de sangue e hospitais de campanha, em tese, os russos poderiam utilizar aqueles já existentes em território ucraniano. A questão climática pode vir a ser, ironicamente, a mais complexa, pois dependendo do volume de neve, os tanques russos teriam dificuldade na agilidade e velocidade de avanço. Além disso, o acréscimo no volume das tropas pode ocorrer gradativamente à medida que os russos ingressem no território ucraniano. Exército ucraniano Por outro lado, não podemos esquecer que existe um exército ucraniano bem mais treinado e melhor armado do que aquele que viu a Crimeia sumir em um piscar de olhos em 2014. O exército ucraniano é o terceiro maior exército da Europa, atrás apenas do russo e do francês. Vários armamentos foram adquiridos dos EUA e de diversos países da União Europeia (UE). Mesmo assim, ainda não é páreo para repelir uma invasão russa. No entanto, caso os ucranianos consigam esticar o combate ao máximo possível (o que seria, humanitariamente trágico), isso poderia exaurir o ímpeto dos russos, que têm a convicção de que seria uma invasão rápida. A razão principal por trás do conflito é o acordo de Minsk firmado após a invasão da Crimeia. Os russos não admitem qualquer processo que possa levar a Ucrânia a se juntar à União Europeia ou à OTAN. Isso faria com que os russos tratassem a movimentação da Ucrânia como uma grave ameaça a sua segurança nacional. Vários outros elementos críticos estão na mesa. Entre eles a crise de migração que um confronto como esse geraria. Outro aspecto altamente importante seria a reação da própria União Europeia. A dependência que os europeus têm do gás russo é tamanha, que as sanções desenhadas pelo governo americano contra Moscou, no caso de uma invasão da Ucrânia, não estão totalmente concordadas pelos europeus. Bruxelas busca uma forma de punir, mas sem irritar os russos, algo altamente contraditório. Caso a resposta da UE seja frágil, os EUA terão uma dificuldade ainda maior de impedir o avanço russo.
    12/20/2021
    4:26
  • Joe Biden promete impedir uma invasão russa da Ucrânia
    A comunidade de inteligência norte-americana está em alerta desde que coletou evidências de que a Rússia planeja uma invasão em breve à Ucrânia. As informações da inteligência norte-americana coletadas ao longo dos últimos meses incluem movimentações de tropas e indícios de planos de invasão que poderiam ocorrer no início de 2022.  Sabemos que a dependência de gás russo existente na Europa Ocidental é enorme. E ninguém sabe mais disso do que Vladimir Putin. A inteligência coletada pelos EUA atribuem a movimentação russa, entre outros fatores, ao inverno europeu que aumenta, de forma substancial, a dependência europeia.  Hoje, já temos aproximadamente 94 mil soldados russos na fronteira, incluindo tropas de assalto rápido, tradicionalmente utilizadas em invasões russas. Moscou sabe que os EUA dificilmente farão qualquer outra coisa além de aplicar novas sanções contra o país. Consequentemente, entendem que a pressão norte-americana para que a União Europeia aplique sanções fortes trazem o empecilho da Europa não ter altrnativa ao gás russo. A grande dúvida será sobre qual lado fará mais pressão sobre os europeus: os norte-americanos demandando forte sanções em nome da OTAN ou a Rússia regulando o fornecimento de gás? A solução dessa dúvida reside muito mais em Berlin do que em Bruxelas. Sabendo disso, os EUA dividiram com a Alemanha inteligência que geralmente não é dividida com os teutônicos. Tudo isso no esforço de ter a principal potência europeia ao lado das sanções desenhadas preventivamente pela administração de Joe Biden.  O futuro é bastante incerto. Mas uma coisa podemos ter (quase) certeza. Toda essa movimentação russa já passou do ponto de um blefe. Claro que Putin pode ordenar que as tropas fiquem na fronteira por um bom tempo, ultrapassando a estimativa dada pelos norte-americanos de que a invasão ocorra no início de 2022. Mesmo assim, caso desista, Putin precisará de uma boa razão para não transparecer fraqueza perante o povo russo, que apoia em sua maioria as ações sobre a Ucrânia.  O maior temor de Putin é o de que a Ucrânia, cedo ou tarde, se junte à União Europeia, ou pior, à OTAN. Isso representaria uma vantagem estratégica militar e geopolítica enorme. Por isso, a invasão é vista como a única alternativa possível.  A invasão tem tudo para acontecer. As sanções também. Mas isso não parece importar muito a Putin, colocando a Europa em estado de alerta.
    12/16/2021
    4:12

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