Radio Logo
RND
Höre {param} in der App.
Höre BRASIL-MUNDO in der App.
(124.878)(171.489)
Sender speichern
Wecker
Sleeptimer
Sender speichern
Wecker
Sleeptimer

BRASIL-MUNDO

Podcast BRASIL-MUNDO
Podcast BRASIL-MUNDO

BRASIL-MUNDO

hinzufügen

Verfügbare Folgen

5 von 23
  • Coral de mulheres “Manga Rosa” completa 18 anos divulgando música brasileira na Suíça
    Um coral formado por mulheres brasileiras que moram na Suíça está prestes a fazer aniversário. Em 2022, o “Manga Rosa” chega à maioridade: completa 18 anos cantando música brasileira de todos os estilos em apresentações realizadas na parte francesa do país. Valéria Maniero, correspondente da RFI na Suíça “Nosso repertório é bastante variado, tem Chico Buarque, Milton Nascimento, Tom Jobim, João Bosco, Caetano Veloso, Djavan, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Pixinguinha, Luiz Gonzaga”, explica a regente Vandete do Carmo, de 56 anos. Entre as preferidas, ela cita a música “Carinhoso”, “um clássico da música popular brasileira”, e outras que não saem da “playlist” dela. “Como samba, nós cantamos ‘Trem das Onze’; cantamos ‘Romaria’, ‘O Cio da Terra’, ‘Calix Bento’; enfim, todos os estilos”, revela a regente. Mulher brasileira em primeiro lugar Mulheres vindas de todas as regiões do Brasil fazem parte do grupo, que tem a mineira Vandete como regente. Há 33 anos, ela chegou à Suíça para estudar canto lírico nos conservatórios de Lausanne e de La Côte. Vandete, que já havia cantado em Belo Horizonte e tinha formação de violão clássico, contou à RFI que o coral foi criado em março de 2004 como uma associação sem fins lucrativos. “O grupo é composto 99% por mulheres brasileiras. Somos 14 brasileiras vindas de diferentes regiões do país (Bahia, Minas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco e São Paulo). E nós temos no grupo uma francesa, que é apaixonada pela nossa música e está aprendendo português, mas já canta praticamente sem sotaque”. Segundo a regente, o grupo se apresenta em eventos culturais e festas privadas. Já cantou também em festivais e exposições e, uma vez por ano, organiza um lanche, um “brunch musical, “em que cada corista prepara uma especialidade da culinária brasileira e o ambiente é muito descontraído”. Mas por que o nome do coral é Manga Rosa? Vandete explica: “Nós escolhemos esse nome porque a manga é uma fruta muito apreciada pelos brasileiros e eu penso que esse nome soa bastante exótico para os europeus”. Muito além do samba e da bossa nova Para Vandete, o “Manga Rosa” representa “a possibilidade de manter contato com a comunidade brasileira da região” e com a cultura brasileira. “Tem o ato social também, poder falar português com as coristas, trocar receitas de cozinha, falar das coisas que estão acontecendo no Brasil. É também uma maneira de mostrar aos europeus não só a beleza, mas a diversidade da nossa música, que não tem só samba e bossa nova, mas tem frevo, forró, chorinho. É uma música muito rica”, explica ela.
    1/8/2022
    4:48
  • Quatro diretores brasileiros falam sobre seus filmes na corrida ao Oscar 2022
    O sonho do Oscar, nesta época do ano, se torna uma corrida contra o tempo e contra o poder e a influência dos grandes nomes da indústria cinematográfica. A maior e mais badalada premiação do cinema mundial é conhecida por louvar a melhor produção, mas ajuda ter mais contatos, fazer o melhor lobby e, basicamente, ter mais recursos para investir nas caras campanhas para levar aos mais de 10 mil membros da Academia, pelo menos, a vontade de assistir os filmes. Por Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles A RFI conversou com quatro diretores brasileiros que estão nesta jornada para, em um primeiro passo, estamparem seus nomes na seleta lista dos indicados ao Oscar. Eles já conquistaram o direito de serem elegíveis para a premiação, cumprindo uma série de pré-requisitos. Deserto Particular Aly Muritiba, concorre com Deserto Particular. A produção, que já levou o prêmio de público em Veneza, foi escolhida pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na Categoria de Filme Internacional e está na lista com produções de outros 92 países. "Eu acho super importante que a Academia Brasileira tenha escolhido um filme que fala de amor, tolerância, inclusão, afeto, de carinho, para representar o Brasil em meio a um cenário político não conservador", diz Muritiba. Muritiba esteve nos Estados Unidos por uma semana fazendo campanha. Pedro Fasanaro, que interpreta uma das personagens principais também. Mas, quando foram abertas as votações, no último dia 10 de dezembro, é de praxe parar o corpo a corpo. Aguardam agora a próxima lista, dos 15 pré-selecionados, que será divulgada na próxima semana, na terça-feira 21. "O Brasil entra muito tarde na campanha, a gente anuncia o nosso filme muito tarde. Fomos anunciados em 15 de outubro, Titane (que representa a França), por exemplo, já estava em campanha há dois meses. A Mão de Deus (Itália) já estava em campanha há mais de um mês, fora que a gente tem pouca grana, pouco suporte governamental. Se a gente pensar no filme do Bong Joon Ho (Parasita), que a Coreia do Sul investiu milhões na campanha, estamos fazendo um trabalho de formiguinha", compara Muritiba. A última vez que o Brasil conseguiu ficar entre os cinco indicados foi com Central do Brasil, em 1999. O Ano que meus Pais saíram de Férias foi o último filme brasileiro que entrou na lista dos 15 pré-selecionados, em 2008. "Tem sido um grande aprendizado, mas eu não faço ideia se temos alguma chance. É muito mais poder econômico e influência na indústria do que qualidade. Não basta só ter um filme bom, é preciso ter muita grana, é preciso ter padrinhos, é melhor que se tenha uma grande distribuidora ou um grande canal de streaming. É lobby. No Brasil lobby é mal visto, nos Estados Unidos é jeito de viver, faz parte da cultura", comenta o diretor de Deserto Paricular. Brasileiros (amigos) na corrida pelo Melhor Documentário Na categoria de longas documentais são 138 concorrentes, dentre eles estão os brasileiros Luiz Bolognesi, com A Última Floresta, e Pedro Kos, com Rebel Hearts (Corações Rebeldes). Bolognesi traz uma produção que foi feita em parceria com o líder indígena Davi Kopenawa, levando o espectador a conhecer os costumes de uma aldeia Yanomami, e então revela como o povo está em risco diante do desmonte das políticas indigenistas. "Eu estou descobrindo como é esta campanha aqui. Ela é exatamente um corpo a corpo. São mais ou menos 600 votantes na área de documentário. Como a gente tá chegando de fora da indústria com o audiovisual brasileiro, você tem que conseguir fazer com que as pessoas prestem a atenção no seu filme. Então é um corpo a corpo de fazer várias pequenas sessões para poucas pessoas formadoras de opinião e torcer para que gostem do seu filme e passem no boca a boca. Porque quando eles gostam, quando é algo original, eles se comunicam entre eles, aí a campanha acontece", revela Bolognesi. O cineasta destaca que A Última Floresta teve um orçamento de US$ 150 mil e que concorre com produções que custaram milhões. "É um pouco uma campanha de Davi e Golias. Nós estamos aqui concorrendo com documentários fortíssimos americanos que têm orçamentos muito maiores que o nosso. Agora, é engraçado porque eu não me sinto contra o Golias, não sou inimigo do Golias porque os filmes americanos que estão na corrida do Oscar são maravilhosos, então eu não torço contra", complementa o diretor de A Última Floresta. Tanto não é inimigo, que em uma das sessões de A Grande Floresta em Los Angeles, em que a RFI esteve presente, quem abriu e fechou o evento foi Pedro Kos. Kos está nesta mesma lista, porém com a produção americana Rebel Hearts, um documentário sobre freiras que enfrentaram o patriarcado da Igreja Católica e lutaram pela igualdade de gênero na década de 1960. Kos mora nos Estados Unidos desde a adolescência, mas nos garante que, se levar a estatueta, vai dizer que o Oscar é brasileiro. "Óbvio! Eu sou 100% brasileiro, coração totalmente brasileiro. Nunca vou deixar de ser, mas acho que tem uma longa caminhada pela frente, é tão difícil da gente prever. Tento levar com expectativas bem realistas e o que acontecer vai ser maravilhoso. Se não acontecer, eu pude fazer dois filmes que mudaram a minha vida. Olha que incrivel", revela Kos. O diretor aparece também na lista dos 82 Curtas Documentais qualificados, com Lead Me Home, também todo produzido nos Estados Unidos, sobre a dura realidade dos sem-teto no país. E, apesar dessa ser a primeira campanha do Oscar como diretor, já se envolveu nesta jornada como editor de Lixo Extraordinário (indicado ao Oscar em 2011) e The Square (indicado em 2014), e como roteirista de Privacidade Hackeada, que ficou na lista dos 15 pré-selecionados em 2020.  A vantagem de Kos é que tanto Rebel Hearts quanto Lead me Home foram comprados por plataformas de streaming (Discovery + e Netflix) como produções originais, então são elas que encabeçam e pagam as campanhas. "São as plataformas que montam as campanhas de premiações, de lançamentos online, nos cinemas, nos festivais, as conversas com o público. Fizemos muitos eventos em Nova York, San Francisco, aqui em Los Angeles, às vezes em Londres. Fui há pouco para o México, então não parei de viajar nos últimos tempos. Mas o que eu sempre destaco é que o melhor de estar nessas plataformas é a quantidade de gente que tem acesso ao nosso trabalho", diz o cineasta. Bob Cuspe na festa? Cesar Cabral tem Bob Cuspe - Nós Não Gostamos de Gente na lista dos 26 longas de animação que concorrem à estatueta. Diferentemente das categorias de Documentários e Filme Internacional, para longa de animação a primeira seleção sai apenas no dia 8 de fevereiro, direto com a lista dos 5 indicados ao Oscar, o que dá um pouco mais de tempo para a campanha. "A gente está armando uma campanha dentro da nossa realidade, mas a ideia é fazer uma sessão talvez com Q&A (seguida de bate-papo) em Los Angeles e Nova York, em janeiro, porque o importante é levar as pessoas para sala para ver o filme. Você tem que pegar os votantes e mostrar que o filme existe. E brigar dentro de um universo difícil. A gente está tentando uma vaga onde estão a Disney, a Pixar e tantos outros grandes estúdios", destaca Cabral. Ao contrário da maioria das produções animadas que concorrem ao Oscar, a trama do punk underground Bob Cuspe não é infantil. O filme baseado nas histórias do cartunista Angeli foi todo feito em stop-motion e traz um mergulho na mente do artista, o que faz com que ele seja universal e dialogue de maneira peculiar com as mentes criativas, o que pode ajudar na identificação na hora do voto. A equipe conseguiu patrocínio de uma empresa privada para dar início à campanha, colocar o filme em cartaz (acaba de entrar nos cinemas de Los Angeles), mas busca recursos para tentar chegar com mais peso à Hollywood.
    12/19/2021
    3:49
  • Oiapoque : Guiana Francesa libera travessia pela ponte que liga França e Brasil
    As autoridades da Guiana Francesa divulgaram neste sábado (18) um decreto no qual liberam a circulação de pessoas na Ponte Binacional, única ligação terrestre entre o território ultramarino francês e o Brasil. A ponte estava fechada desde o início da pandemia de Covid-19. Silvano Mendes, enviado especial a Saint-Georges de l'Oyapock A medida era esperada e há dias suscitava rumores. Nas ruas de Saint-Georges de l'Oyapock, no lado francês da fronteira, o assunto estava em todas as rodas de conversa. Todos tinham um palpite sobre a abertura ou não da Ponte Binacional. Mesmo assim, muita gente se surpreendeu quando um decreto assinado por Thierry Queffelec, o prefeito da Guiana Francesa (cargo equivalente ao de um governador no Brasil), foi divulgado em pleno fim de semana. Segundo o texto, a partir de agora a travessia passa a ser novamente possível por via terrestre, pela Ponte Binacional. No entanto, os viajantes de mais de 12 anos terão que provar que foram vacinados contra a Covid-19 ou apresentar um teste de Covid-19 com resultado negativo, realizado nas últimas 48 horas. O decreto explica ainda que, caso o viajante não responda a esses critérios, mas que apresente um motivo "imperativo", a travessia também é possível se a pessoa aceitar ser testada ao chegar no seu destino, além de cumprir um período de isolamento de sete dias, seguido de um novo teste.  As medidas anunciadas no decreto devem facilitar a vida dos que vivem na Guiana Francesa e que costumavam fazer a travessia de carro, tanto para fazer compras como para seguir viagem para outras regiões do Brasil. Mas também representa um novo fôlego para os moradores de Oiapoque, do lado brasileiro, onde o comércio vivia principalmente dos euros gastos pelos viajantes provenientes do outro lado da fronteira. “A economia do Estado do Amapá vai dar um pulo muito grande. Com a abertura, todo mundo sai ganhando”, resume o representante associativo José Gomes, que atua dos dois lados rio Oiapoque em ações sociais junto a famílias vulneráveis. “Esta noite todos estão celebrando. Pode ter certeza que a partir de segunda-feira (20) vai ter uma fila gigantesca de carros para atravessar a ponte”, prevê. A novela da Ponte Binacional A reabertura é apenas mais um episódio na novela em torno da Ponte Binacional, projeto que levou 20 anos para sair do papel antes de ser inaugurado, em 2017, com a ambição tirar o norte do Brasil do isolamento por via terrestre. E, de tabela, abrir uma porta direta do país com a União Europeia, já que a Guiana Francesa é um território ultramarino da França. Mas para os moradores transfronteiriços, o decreto não representa uma mudança radical, já que a travessia entre a Guiana Francesa e o Brasil sempre foi possível de maneira informal por meio de canoas, as chamadas catraias, que cruzam o rio Oiapoque por um punhado de reais muito antes da construção da ponte.  Nem mesmo o contexto sanitário mudou essa situação. Se no início da pandemia a polícia tentou limitar a atividade dos barcos para conter a propagação do vírus, logo a circulação voltou a um ritmo quase normal. “Para mim a pandemia não afetou em nada. Eu continuei trabalhando. As vezes fazemos cerca de dez travessias por dia”, relata Osvanil, um dos mais de 200 catraieros, a maioria brasileiros, que atuam nesse trecho do Oiapoque.  “Tem pessoas que moram lá, mas trabalham aqui. Tem alunos que moram do outro lado e estudam aqui. Então eles vêm pela manhã e voltam à tarde. E a gente passa o dia transportando esse povo”, disse à reportagem da RFI, na margem francesa do rio. A travessia entre Saint-Georges e a cidade de Oiapoque leva cerca de 10 minutos nos barquinhos motorizados. Já para a Vila Vitória, pequeno bairro também no lado brasileiro, 4 minutos bastam para mudar de país. Durante a pandemia, o trajeto que custava R$ 20 subiu de preço e pode chegar a R$ 50, dependendo da cara do freguês. Uma inflação que, segundo Osvanil, se deve muito mais ao aumento da gasolina (no lado brasileiro) do que à pandemia. Mas o preço não parece ser um problema, já que cruzar o rio faz parte da vida da população local. Basta ficar alguns minutos na beira do Oiapoque, do lado francês, para ver um desfile interminável de canoas carregando adultos e crianças, muita gente com sacolas e até malas, em um vai e vem ilegal, já que a oficialmente a fronteira estava fechada, mas totalmente tolerado. "Eu moro nos dois lados" “Eu atravesso todos os dias para trabalhar”, conta Deise, que vende açaí na feira de Saint-Georges. “Meus filhos estudam aqui também. Eu moro nos dois lados”, brinca a brasileira, que no passado também pilotava barcos. Ela era uma das únicas mulheres catraieiras no Oiapoque, mas decidiu mudar de atividade no momento em que as autoridades começaram a controlar a movimentação das canoas, no início da pandemia.   Ela temia pela reabertura da Ponte Binacional, assim como Osvanil, que já fazia os cálculos do impacto na atividade das canoas. “Se a ponte reabrir, vai afetar a vida da gente, pois dependemos disso aqui”, avalia o catraieiro. "Somos mais de 200, e cada um dos catraieiros representa uma família".  Mas o representante associativo José Gomes é menos pessimista. “Com a abertura, todo mundo sai ganhando. Sempre vai ter gente que não vai poder atravessar pela ponte”, afirma, fazendo alusão ao fato que a verificação de documentos é rigorosa na viagem terrestre, enquanto que nos barcos os controles são bem mais raros. Dessa forma, com ou sem pandemia, para muitos que estão em situação ilegal, entre eles boa parte dos garimpeiros que atuam nos cerca de 400 acampamentos clandestinos nas florestas da Guiana Francesa, a única maneira de cruzar essa fronteira amazônica entre o Brasil e a França continua sendo a travessia fluvial pelo Oiapoque.
    12/19/2021
    3:51
  • Brasileira atua na luta de associação de defesa de mulheres vítimas de violência na Itália
    De janeiro a setembro deste ano, a Itália registrou 76 feminicídios. Isso significa que a cada três dias uma mulher é assassinada no país, quase sempre pelo companheiro ou ex-companheiro. A carioca Juliana Nasciutti vive em Roma e trabalha há dois anos na associação italiana “Differenza Donna” ajudando as mulheres vítimas de violência. Por Gina Marques, correspondente da RFI na Itália Juliana Nasciutti é formada em jornalismo na PUC do Rio de Janeiro e fez o mestrado na San Francisco State University na Califórnia. Para exercer a tarefa de operadora antiviolência, Juliana fez o curso e estágio de mediação intercultural. “’Differenza Donna’ significa Diferença Mulher, ou seja, o conceito de mulheres que fazem a diferença. É uma associação que nasce em 1989 de mulheres que queriam lutar pelos direitos das mulheres. É uma associação ativista, feminista, que tem os centros antiviolência como foco principal da sua luta contra a violência masculina contra as mulheres” explica a brasileira. Os centros antiviolência são lugares onde as mulheres vítimas de maus-tratos podem ir para ter um apoio psicológico e jurídico gratuitamente. “A gente faz entrevistas, onde as mulheres contam aquilo que está acontecendo. Através da nossa formação, conseguimos fazer a mulher recuperar a autoestima que a violência tira, principalmente a violência psicológica. Quando se fala de violência contra a mulher, nos referimos à violência psicológica, sexual, econômica, física. Damos suporte a essas mulheres e elas também podem ter um apoio legal com uma advogada que faz parte da associação”, conta. A “Differenza Donna” trabalha em sinergia com a central telefônica 1522, um número gratuito de assistência feminina, criado pelo governo italiano em 2006, que recebe denúncias 24 horas por dia em toda Itália. Juliana faz turnos também prestando serviço a essa central. “A partir do momento que a mulher telefona pedido ajuda avaliamos a sua situação para aconselhar o que fazer. Além disso, temos encontros presenciais, que dependendo do caso, podem acontecer toda semana, ou uma vez por mês”. A associação administra também abrigos que hospedam mulheres e seus filhos quando correm perigo de vida. Em três décadas a “Differenza Donna” acolheu mais de 40 mil mulheres e 60 mil crianças vítimas de violência na Itália. A maioria é vítima de violência doméstica. “A ‘Differenza Donna’ tem um grande conhecimento do território. Nos centros antiviolência conhecemos a polícia, o magistrado, o serviço social. A gente tem projetos internacionais também da União Europeia, da ONU. Atuamos em toda Itália e colaboramos também com associações no exterior”, diz. Diversidade cultural Juliana fala quatro línguas, português, inglês, francês e italiano. Esses idiomas ajudam no seu trabalho. A maioria das mulheres que procuram assistência é italiana, mas muitas estrangeiras vítimas de tráfico humano também buscam socorro. “O fato de saber outras línguas é um ponto muito forte e positivo porque a violência é transversal. A minha primeira experiência, por exemplo, foi trabalhar com mulheres vítimas de tráfico humano. Mulheres que foram forçadas a se prostituir. A maioria é africana, principalmente nigeriana, que fala inglês. Por isso é importante ser mediadora intercultural”. Juliana ressalta que sempre foi valorizada na associação: “A ‘Differenza Donna’ considera um grande valor ser de outra cultura, ter uma outra bagagem, ter uma experiência que não é só aquela italiana. Em relação as mulheres, eu também nunca me senti discriminada”. Segundo ela, o sotaque brasileiro não representa um problema, ao contrário. “Uma vez uma mulher ligou para o centro antiviolência e sentiu o meu sotaque. Depois de um tempo que a gente já estava conversando, ela me perguntou de onde eu era. Quando falei que era do Brasil, do Rio de Janeiro, ela mudou, saiu um pouco daquela tristeza, daquela situação pesada e difícil. Ela se lembrou de uma viagem que fez ao Rio. Mesmo sendo por telefone você consegue saber quando uma pessoa dá um sorriso”. Número de mulheres vítimas de violência Segundo a ONU Mulheres, de abril de 2019 a março de 2020, 243 milhões de mulheres e meninas (de 15 a 49 anos) em todo o mundo sofreram violência sexual ou física por um parceiro íntimo. O relatório da ONU alerta para o aumento dos casos de violência doméstica durante a pandemia de Covid-19. O Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) divulgou recentemente os dados sobre feminicídio. Em 2019, 1.421 mulheres foram mortas na Europa, uma média de quatro por dia, uma a cada seis horas: 285 na França, 276 na Alemanha, 126 na Espanha, 111 na Itália, 80 na Polônia, 71 na Romênia, 42 na Letônia, 42 na Holanda, 40 na Áustria, 39 na República Tcheca, 32 na Bulgária, 31 na Hungria, 30 na Finlândia, 29 na Sérvia, 27 na Dinamarca, 26 na Suíça, 25 na Suécia, 22 na Lituânia, 19 na Grécia, 18 na Eslováquia, 16 na Noruega, 14 na Croácia, 13 na Albânia, 10 em Chipre, 10 em Bósnia-Herzegovina, 8 na Irlanda, 6 na Estônia, 5 no Montenegro, 4 na Eslovênia, 3 em Malta e 3 no Kosovo. Em 2020, o Brasil registrou 1.338 feminicídios na pandemia, o que representa um aumento de 2% em relação a 2019.
    12/11/2021
    3:37
  • Irmãos franco-brasileiros desenvolvem projeto inédito de walkie-talkie submarino
    Os irmãos Jonas e Gabriel Beraldo Ramos Guerche, franco-brasileiros que vivem entre Paris e a região da Bretanha, no oeste da França, trabalham em um projeto inédito de um walkie-talkie submarino, ou um "dive-talkie", como preferem chamar o aparelho que tem o objetivo de possibilitar a comunicação debaixo d'água, entre praticantes de mergulho. Jonas e Gabriel começaram a praticar mergulho há cerca de cinco anos. Foi voltando de um curso que a ideia de criar um walkie-talike submarino surgiu, a partir da própria necessidade que os irmãos sentiam, como mergulhadores, de trocar informações debaixo d'água. Para o mergulho de lazer, geralmente a comunicação é feita através de gestos com as mãos. "Até hoje não há um produto para conversarmos durante a prática de mergulho e que seja acessível a todos. Por isso, muitos acidentes acabam ocorrendo", explicou Jonas à RFI. Segundo ele, os aparelhos que existem atualmente no mercado são voltados exclusivamente para profissionais e têm um custo alto. "Ter uma forma de comunicação com voz durante o mergulho ajuda muito durante os cursos. É um mecanismo que oferece mais segurança para as pessoas que estão aprendendo a mergulhar. Além disso, é importante para que o próprio instrutor possa passar informações sobre o ambiente onde a atividade está sendo praticada", ressalta. O aparelho que os irmãos estão elaborando ainda não tem um nome oficial. O funcionamento é basicamente como o de um walkie-talkie, mas para ser usado debaixo d'água. A formação que ambos têm em Física ajudou na concepção do produto. "Não queremos modificar os equipamentos tradicionais que já existem. O objetivo é equipar o regulador - aquela parte do equipamento para a respiração que colocamos na boca - com mecanismos eletrônicos de captação e reprodução de som. Ou seja, vamos poder falar e enviar esse som dentro da água. O som será restituído dentro da boca e, por condução dos ossos, vai voltar para a orelha", detalha Jonas. Finalização do produto em 18 meses Fundadores da start-up 52 Hertz, eles venceram recentemente um concurso organizado pelo Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar (Ifremer, na sigla em francês). Os dois irmãos têm o prazo de um ano e meio para a finalização do produto. Gabriel contou à RFI qual é o maior desafio no desenvolvimento do "dive-talkie". "Esse é um projeto pluridisciplinar. A nossa formação em Física ajudou na elaboração do produto. Mas, além disso, também tem todo o desenvolvimento da nossa empresa, por exemplo, que exige outros conhecimentos. Por isso, temos que dominar tudo o que envolve o projeto, conhecê-lo de A à Z, nos abrir a outras disciplinas, o que pede bastante tempo e implica em dificuldades", diz. Jonas e Gabriel são filhos de uma mãe brasileira e um pai francês. Eles nasceram e vivem na França, mas têm uma relação forte com o Brasil. Por isso, querem que uma parte do projeto seja brasileiro. "Gostaríamos que, depois de finalizado, pudéssemos construir parte do produto no Brasil, como as peças eletrônicas, por exemplo. É importante para a gente, como franco-brasileiros, que a nossa criação tenha um pouco da nossa origem", conclui Gabriel.
    11/27/2021
    6:02

Über BRASIL-MUNDO

Sender-Website

Hören Sie BRASIL-MUNDO, 1LIVE und viele andere Radiosender aus aller Welt mit der radio.de-App

BRASIL-MUNDO

BRASIL-MUNDO

Jetzt kostenlos herunterladen und einfach Radio & Podcasts hören.

Google Play StoreApp Store

BRASIL-MUNDO: Zugehörige Sender

Information

Wegen Einschränkungen Ihres Browsers ist dieser Sender auf unserer Website leider nicht direkt abspielbar.

Sie können den Sender alternativ hier im radio.de Popup-Player abspielen.

Radio