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A SEMANA NA IMPRENSA

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  • Hiperconexão muda hábitos e franceses não relaxam mais durante as férias
    Pressão do trabalho, impacto da pandemia, intrusão provocada pelas novas tecnologias. De acordo com a revista L’Obs, para muitos franceses as férias já não oferecem mais uma verdadeira ruptura com seus empregos, sob o risco de exaustão. É o caso de Lucie, advogada criminalista citada pela reportagem e que, mesmo em licença maternidade, não deixa de ler todos os e-mails profissionais, por medo de perder algum prazo importante para os clientes. A sensação de “conexão permanente” também é descrita por Paul, funcionário de uma star-up para quem “os grupos de WhatsApp são uma ferramenta mortal para a paz de espírito”. Um estudo da Fundação Jean-Jaurès, de 2019, mostra que 31% da população francesa associa as férias com um descanso merecido. Porém, a pausa total constitui uma atividade rara, de acordo as entrevistas feitas pela L’Obs. “Uma montanha de trabalho nos aguarda no retorno e isso torna a desconexão complicada”, afirma Julien, gerente de uma empresa de importações. Questão cultural Entretanto, se você perguntar a qualquer estrangeiro sobre um clichê francês, muitos dirão “um povo obcecado por suas férias remuneradas”. A ponto de o direito à desconexão ter sido inscrito no Código do Trabalho em 2016. Enquanto em outros países, a interdição de o empregador contactar seus funcionários nas folgas é vista como algo impensável. A realidade, no entanto, é bem diferente, revela a publicação: “os franceses são cada vez mais invadidos pelo seu ganha-pão nos momentos consagrados ao descanso”. Um estudo realizado pela plataforma de recrutamento Qapa, em 2020, aponta que 71% dos franceses respondem aos e-mails ou ligações profissionais nos dias “off”. E mesmo se mais da metade se dizem incomodados por esta hiperconexão, outra pesquisa, da Opinionway, de 2018, indica que 63% dos entrevistados se culpabilizavam por não se conectarem durante as férias. “Nós somos, ao mesmo tempo, mestres e escravos das tecnologias”, analisa Sandra Hoibian, socióloga e diretora do Centro de Pesquisa para o Estudo e Observação das Condições de Vida (Crédoc). “Estamos todos envoltos na aceleração do mundo e das novas tecnologias, que deveriam nos fazer ganhar tempo, e temos a impressão de que nos falta tempo”, destaca. Estudos relacionados ao assunto em nível europeu apontam que a França valoriza mais o trabalho do que seus vizinhos. “Para um anglo-saxão, um emprego é um contrato com objetivos. Na França, é um estatuto social e uma maneira de se realizar”, compara Hoibian.      A reportagem alerta, por fim, que a conexão constante ao trabalho pode afetar a produtividade. Andrew Smart, engenheiro da Google, aborda o assunto em seu livro Autopilot: The Art & Science Of Doing Nothing (Piloto Automático: a Arte e a Ciência do Não Fazer Nada, em tradução livre), de 2013. Na obra, o autor explica que “algumas conexões cerebrais se tornam mais ativas quando não fazemos nada em particular”, e que é muito importante conseguir ter esses momentos de parada total.
    8/13/2022
    2:11
  • “Homens que fazem guerra às mulheres”: revistas francesas descrevem a rotina de jovens sob jugo do Talibã
    As revistas francesas desta semana abordam a situação das mulheres no Afeganistão um ano após a volta do Talibã ao poder. Esse é o assunto de capa da L’Obs e da Le Point, para quem as meninas são as primeiras vítimas dos fundamentalistas islâmicos. Casamentos forçados, impedimentos à educação e à livre circulação são alguns dos entraves na rotina de jovens ouvidas pelas revistas.   É o caso da estudante de ciências políticas Fatima, moradora de Cabul, que sonhava em ser embaixadora e viajar o mundo, mas “teve seus sonhos roubados pelos talibãs”, para quem as mulheres “só servem para ser enfermeiras ou parteiras”. Hoje, ela não pode se afastar mais de 45 quilômetros de casa sem a companhia de um homem, conta a L’Obs. Não satisfeita, a jovem abriu uma escola clandestina para outras meninas que perderam o direito aos estudos secundários.   De acordo com a reportagem, a permissão para que meninas aprendam ao menos o básico é uma forma de o Afeganistão mostrar algum pragmatismo frente à comunidade internacional, já que o núcleo duro do grupo fundamentalista gostaria de simplesmente impedir qualquer acesso das mulheres à vida pública.    É quase isso que aconteceu com Marjane, ex-apresentadora de televisão e que agora anda coberta dos pés a cabeça, sem ter direito nem mesmo de frequentar restaurantes. Ela faz fila no posto de distribuição de comida da ONU e conta que estuda para ser parteira apenas para não perder o que lhe resta de dignidade. Além disso, “se for continuar no Afeganistão, me casar é a melhor solução”, admite com resignação.  A revista Le Point traz como título: “Os homens que fazem guerra às mulheres”. De acordo com o texto, “em doze meses no poder, o Talibã reenviou as mulheres à Idade Media”. A maioria das que trabalhavam em funções públicas foi obrigada a ficar em casa, “pois a presença física delas ao lado de seus colegas é incompatível com a charia, a lei islâmica”. Uma situação que Tahereh Hosseini, 30 anos, explica da seguinte maneira: “o problema dos talibãs não é o véu, mas as mulheres em si. Se eu aceito usar uma burca, amanhã será outra coisa”, explica esta afegã com mestrado em economia e que antes não portava a vestimenta cobrindo integralmente o corpo. “Em primeiro lugar, é difícil de respirar”, reforça Sonia Niazi, outra apresentadora de televisão que hoje é obrigada a se cobrir de preto dos pés a cabeça e ainda usar uma máscara. “É um confisco flagrante da minha liberdade”, completa. O porta-voz dos talibãs explica que elas só podem mostrar os olhos. “Nós temos nossas próprias regras, que correspondem exatamente ao que diz o Corão”, defende. Segundo cálculos da ONU, o Afeganistão perde US$ 1 bilhão, ou 5% do PIB, por impedir ou dificultar o trabalho das mulheres.
    8/6/2022
    2:06
  • França investe em medidas alternativas e conta com a ajuda de cabras para prevenir incêndios
    A imprensa francesa trata, esta semana, dos incêndios que, neste período de calor e seca, vêm devastando florestas do país. A revista M, do jornal Le Monde, traz uma reportagem sobre a utilização de cabras em Roquefort-des-Corbières, no sudoeste, na prevenção ao fogo. Com mais de mil hectares de vegetação queimados na região no mês de julho, as esperanças se voltam para os animais, que com agilidade e muito apetite, sobem as montanhas se alimentando de folhas e arbustos. A Agência Nacional de Florestas da França diz que a medida não é efetiva, porque seria necessário um número maior de caprinos para dar conta de toda a área do município. O prefeito da cidade bem que tentou trazer mais animais de outras regiões, mas não teve autorização. No código florestal, as cabras são muitas vezes proibidas porque se alimentam de forma muito rápida e em grande número podem causar a erosão do solo. Já a revista L’Obs traz uma entrevista com o especialista Stephen Pyne, professor da Universidade do Arizona, que afirma que, com o aquecimento global, estamos criando a “Era do Fogo”, em uma referência ao período glacial. Segundo ele, a maioria dos pesquisadores previa que os grandes incêndios, que se alastram com rapidez e violência, só seriam registrados daqui a cerca de uma década. Neste mês, na região da Gironde, as chamas destruíram uma área maior que a cidade de Paris. Fogueiras em acampamentos são desaconselhadas Uma reportagem da revista L’Express mostrou o caso do incêndio em Fontainebleau, próximo à capital francesa, que destruiu uma grande parcela do maciço florestal. A publicação denuncia que o fogo foi causado de forma não intencional em acampamentos, quando muitas pessoas acendem fogueiras. As chamas acabam penetrando no solo e se espalhando sem que os campistas percebam. Em diversas ocasiões, o incêndio só é notado cerca de dois dias depois, quando a fumaça começa a sair da terra. Para evitar a propagação do fogo, bombeiros e a Agência Nacional de Florestas da França investem em conscientização e em equipamentos. Caminhões, aparelhos de detecção de focos de incêndio e a instalação de cisternas estão entre as medidas utilizadas nas batalhas constantes travadas contra as chamas.
    7/30/2022
    2:01
  • Em cenário de mudanças climáticas, revista francesa acusa Greenpeace de trocar ecologia por lobby
    Em uma semana em que recordes de calor foram alcançados na França e em toda a Europa, as discussões sobre o aquecimento global se intensificaram na imprensa francesa. A revista L’Obs traz, em sua reportagem de capa, o problema da seca na França, uma das consequências das mudanças climáticas. Tatina Ávila, da RFI A matéria, que tem como título: “A guerra da água está declarada”, informa que as secas, que vêm acontecendo cada vez mais cedo e com mais intensidade, já atingem regiões que vão do Sudoeste do país à Bretanha. E a falta de água, que se tornou uma constante em diversas cidades, é tema de conflitos entre agricultores e ecologistas. Na França, a agricultura é apontada como responsável pela utilização de 45% do recurso. O aumento das ondas de calor tem forçado às cidades buscarem soluções. A revista L’Express traz os exemplos adotados por Lyon para baixar os termômetros. O poder público do município vem aumentando as áreas verdes, com a plantação de árvores e investindo para tornar os solos mais permeáveis, para uma maior absorção da água da chuva. Já a revista Le Point questiona, em reportagem, que o Greenpeace, um dos grupos ecologistas mais conhecidos do mundo, não seria tão ecológico quanto parece. A ONG, criada em 1971 por hippies e opositores à guerra do Vietnã, teria mudado não apenas de tamanho, já que possui atualmente um orçamento anual de € 410 milhões, mas também de natureza. A publicação aponta que o Greenpeace, hoje, não estaria mais interessado em ações para salvar o planeta e sim voltado para um trabalho de lobby junto às empresas e para a produção de pesquisas com revelações catastróficas usadas para impor os pontos de vista defendidos pelo grupo. Em entrevista, o ex-presidente da organização, Patrick Moore, afirmou que a tática da ONG é espalhar o medo para arrecadar fundos. Já Bennet Metcalfe, um dos fundadores do Greenpeace, disse à revista que quando pensa em todas as mudanças que a organização sofreu desde a sua fundação, acredita ter criado um monstro.
    7/23/2022
    2:30
  • Trabalho remoto pode 'mudar a civilização', mas falta de interação social gera um sentimento de solidão
    As transformações vivenciadas com a pandemia, especialmente no que se refere às relações entre empresas e trabalhadores, têm sido tema de destaque, esta semana, na imprensa francesa. As relações de gênero, entretanto, continuam desiguais, com mulheres sendo mais afetadas por acidentes de trabalho.  Por Tatiana Ávila A revistaLe Point alerta que em breve muitas companhias devem adotar o cargo de “chief remote officer”, ou “coordenador de trabalho remoto”, uma função que seria responsável por pensar o trabalho remoto e antecipar as melhores maneiras de estimular os empregados que trabalham de casa. Ouvido pela revista, o bilionário Marc Andreessen, membro do conselho de administração do grupo Meta, chegou a dizer que “o trabalho à distância tem potencial para mudar a civilização”. Mas, de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, 66% dos teletrabalhadores reconhecem que a ausência de interação social gera um sentimento de solidão e isolamento. Além disso, muitas empresas têm incentivado os profissionais a voltarem para os escritórios. Ainda na Le Point, uma outra matéria informa que os acidentes de trabalho têm acometido as mulheres com mais frequência. Um relatório da Agência nacional francesa de Melhoria das Condições de Trabalho (Anact) mostra que, a cada ano, os riscos envolvendo os trabalhadores homens vão diminuindo, enquanto as profissionais acabam sofrendo mais com quedas, agressões de clientes e problemas de coluna relacionados aos cuidados com crianças ou pessoas doentes. Esses riscos seriam subestimados em profissões nas áreas de saúde, comércio, serviços sociais e na limpeza, ambientes em que as profissionais do sexo feminino estão em maior número.  Já a revista L’Express traz dados da Fundação Jean Jaurès e do Instituto francês de Opinião Pública que mostram que a pandemia causou uma mudança profunda na maneira como os franceses enxergam a vida profissional. Atualmente, somente 24% das pessoas consideram que o trabalho possui uma posição “muito importante” em suas vidas cotidianas. Em 1990, esse número era de 60%, mostrando que o trabalho perdeu sua posição de destaque no dia a dia dos franceses, não sendo mais considerado um ponto primordial para a realização pessoal. A pesquisa mostra ainda que, entre os entrevistados, o trabalho está mais relacionado à rotina e à segurança que ao sentimento de orgulho por determinada função.
    7/15/2022
    2:26

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